domingo, 19 de outubro de 2008

Mais madura ...melhor ainda !

















DA REVISTA ÉPOCA :












Vale a pena dar uma olhada ...







A editora de moda americana Charla Krupp ensina como mulheres com mais de 40 anos podem se parecer mais jovens. Para ela, a vaidade é uma necessidade para a mulher se manter no mercado de trabalho. A pedido de ÉPOCA, ela selecionou alguns dos conselhos de seu livro para ajudar as leitoras a se parecem cinco quilos mais magras, 10 anos mais novas e 10 vezes melhores.












Batom - 'Abandone o vermelho', aconselha Charla. Após os 40 anos, as maquiagens devem ser claras. Batons escuros envelhecem o rosto e deixam a expressão triste. 'Podem deixá-la igual à Cruela Cruel', diz. Cores carregadas, além de causar a impressão de afinamento dos lábios, deixam as rachaduras mais evidentes. Utilize o rosa e outros tons claros, que dão um ar jovem e tornam os lábios mais grossos. Você também deve ter à mão sempre um brilho, porque eles iluminam o rosto. Outra dica é não contornar a boca toda com lápis escuro. Use-o apenas em lugares que precisam ser realçados.












Cabelo - Cuidar do cabelo é a primeira atitude para quem quer parecer mais jovem. 'Se você tiver dinheiro para melhorar apenas uma coisa, que sejam os cabelos', diz. O primeiro passo é adotar franjas. Elas emolduram o rosto e dão um ar delicado à expressão. Como os cabelos ficam mais finos à medida que as pessoas envelhecem, o ideal é fazer cortes e usar produtos que dêem volume aos cabelos. No pior das hipóteses, pode-se consultar o dermatologista para saber se precisa de algum tratamento contra a calvície. Resolvido o problema do corte e do volume, pinte-os, se forem grisalhos, ou clareie as madeixas, se forem muito escuras. 'Um dos truques para se parecer mais jovem é usar tons claros, e no cabelo isso é mais que comprovado'. Abuse do castanho, faça luzes. 'Cabelos pintados são como maquiagem que você nunca tira', ensina a especialista.



Unhas - Para quem tem mais de 40 anos a recomendação é ter as unhas das mãos curtas e em tons claros. Charla acredita que cores escuras envelhecem as mulheres. 'Para as meninas, cores escuras são bonitas, mas se você não é mais uma, use um bege ou um tom de rosa muito claro'. Já unhas compridas compõem um visual antigo. Além do trabalho que dá mantê-las limpas e pintadas, unhas compridas são um indicativo de que suas donas não trabalham muito. 'Não combinam com o dinamismo da mulher moderna, que trabalha, mexe com computadores, cuida dos filhos e tem suas atividades domésticas'. Para as unhas dos pés, siga as tendências: cores escuras são liberadas.





Óculos - É uma das mudanças mais simples de fazer, e tem resultados excelentes. Como os óculos são a primeira coisa a ser notada no rosto eles realmente têm o poder de indicar o quão velha você quer aparecer. Uma armação retangular em plástico ou casco de tartaruga é muito moderna. As hastes também devem ser grossas. Armações clássicas não mostram estilo, explica Charla, apenas denunciam sua idade.



Sapatos - O salto alto é indispensável. Ele faz você parecer mais alta, além de deixar sua postura mais ereta. Mais que isso, eles são sexy. Os saltos não precisam ser necessariamente agulha. O conselho é se condicionar a usá-los nos contextos essenciais. 'Nem que seja para calçá-los na entrada do restaurante e tirá-los logo na saída. Não existe nada mais velho que sapatinhos feios, mas confortáveis'.




Pele - Uma pele bonita é fundamental para parecer mais jovem. Um bom sabonete esfoliante não é necessariamente caro e é um dos cuidados fundamentais para o rejuvenescimento. Charla recomenda esfoliar a pele, especialmente a do rosto, de uma a duas vezes por semana. Para encobrir as imperfeições, o segredo é usar pouca base, justamente o oposto do que as mulheres geralmente fazem. À medida que envelhecem, as mulheres tendem a usar mais maquiagem. 'O segredo é passar pouco, até obter um brilho suave'. Se a pele é boa, um leve toque é suficiente.


'O excesso de base é uma prova evidente de que o rosto tem muitos sinais a esconder'.


Para parecer mais magra - O truque para aparentar cinco quilos a menos é acertar na roupa íntima. Charla se diz uma entusiasta de bermudas e tops modeladores, que são peças usadas por baixo da roupa e que deixam o corpo mais magro e firme. 'São ótimos para levantar os seios, comprimir a barriga e arrebitar o bumbum', diz. Além disso, não marcam a roupa. Um ponto em que ela se diz fã das brasileiras é em relação às calcinhas. 'Gosto de calcinhas pequenas, tanguinhas. Além do efeito estético, elas têm um poder psicológico poderoso', diz. 'Ninguém se sente sexy com calcinhas de vovós. Sua capacidade de se sentir sexy está extremamente ligada à sua confiança, em todos os aspectos'.



Para levantar os seios - Charla estima que 80% das mulheres usam o sutiã errado. Ela ensina uma técnica para achar o sutiã ideal. Deve-se dobrar os cotovelos formando um ângulo de 90º. A melhor posição é colocar o sutiã no meio do caminho entre a ponta do cotovelo e o ombro. A especialista diz que não existe um modelo ideal porque cada mulher tem suas medidas, mas se ela conseguir ajustar o sutiã neste ponto, os seios ficarão turbinados e a silhueta, mais fina.




Mostre as pernas - A exposição das pernas na medida certa passa uma impressão jovem. Charla é taxativa: jogue fora as meia-calças no tom da pele. Elas dão um tom artificial e antigo às pernas. Se não puder deixá-las de fora, invista nas meias arrastão e nas meias opacas, que chamam menos atenção.




Guarda-roupa - Charla não perdoa. Se você tem um terninho de grife e acha que vai arrasar de elegante com ele, ela joga um banho de água fria nas suas expectativas. Para a especialista, esse look tradicional envelhece até as mais enxutas. Ela não recomenda nenhuma roupa que combine todas suas peças. Esqueça os tailleurs. Nada de tom sobre tom. Moderno e elegante, na sua visão, é abusar dos contrastes. Uma dica são os vestidos com jaquetinhas para completar o visual. Charla não prega que as mulheres sejam magérrimas. 'Aceite seu físico, mas tente lidar com os excessos'. Use roupas que modelem seu corpo e não que o façam parecer maior do que é. Roupas muito justas deixam imperfeições muito aparentes, mas roupas largas farão você parecer maior.



Uma boa dica é usar uma bata ajustada ao corpo com calças skinny (retas em relação à perna) por baixo. Outra sugestão é um vestido com corte em A, que dá um visual nem tão justo, nem tão largo. Quando você for sair, use, no máximo, três peças brilhantes. Não use um vestido brilhante, um colar brilhante, uma bolsa brilhante, brincos brilhantes. Você pode usar um brinco, o vestido e o sapato, por exemplo.





Cirurgia plástica- 'Não gosto de plásticas, elas envelhecem. Se você quer parecer uma mulher de 60 anos, faça um lift no rosto', diz a especialista. O risco são as operações mal feitas, cujo resultado pode ser uma pele rígida e esticada. 'Um rosto com plástica passa a idéia de que você é velha o suficiente para ter de recorrer a este tipo de cirurgia'. Charla agradece por viver em uma época em que os avanços cosméticos são capazes de reduzir as rugas em 48 horas. 'O botox é um grande amigo, se não for utilizado em exagero'. Existem também outros procedimentos, como a injeção de colágeno, ácido hialurônico e até mesmo gordura humana. Apesar de se dizer fã desses recursos, Charla recomenda cautela na hora de procurar um médico. 'É preciso saber que esses procedimentos não impedem o envelhecimento, mas os resultados podem ser muito bons'.






Fotos : No alto, Charla. De vestido preto, maravilhosa, Shania. As demais, , da internet, sem identificação.

domingo, 12 de outubro de 2008

Rascunhos de viagem: Ora, malas!


*Já arrumei a bagagem pelo menos seis vezes. Alguns me dizem que em Londres estará frio, com certeza. O que quer dizer exatamente ‘frio, com certeza’? Quantas camadas de lã isso deve exigir? Ninguém tem uma resposta convincente. Metade da mala é ocupada por aquele mantô de tricô que vou me arrepender por ter levado, o casacão de lã que aparecerá em todas as fotos e a ècharpe preta que a mamãe me emprestou, que insisto em usar pendurada no pescoço e não ‘da maneira correta e elegante, as pontas de franjas passando por dentro, como num laço’. Decididamente não me interessa como acham que devo usar alguma coisa.
* Já tirei metade do que ia levar. Montei conjuntos, fiz contas, dá para passar trinta dias sem precisar lavar roupa, que bom. Inclui um tênis, todo mundo diz que é o calçado ideal para caminhadas, enfim. (Não que pretenda caminhar tanto.)
* Minutos antes de partir para S.Paulo, tenho um novo acesso de despojamento; abro a mala na garagem, retiro a sandália dourada, a segunda bolsa, uma agenda, uma calça jeans e acabo largando a fonte e o mouse do notebook que não deveria levar.
* Arrastando as duas malas para o bagageiro (onde ficarão guardadas até o embarque para o Porto), me ponho a rezar o ‘Santo Anjo’, para que me defenda delas.
* Portugal!!!Espero a bagagem na esteira. Minha mala nova (levei um tempão para achar da marca ‘Santino’, muito recomendada!), aparece, lindona. E atrás, o que sobrou do sitema de seis rodinhas com giro de 360º. Está se desmontando, junto com meus planos. Será que me multariam se eu a ‘esquecesse’ em algum lugar?
* Primeira lição, no Porto: ‘residencial’ é pensão, e não hotel. Pode ser que preste ou não. E o que se mostra no site, meu bem, pode não ser exatamente a verdade. Não era.
* Finalmente acomodada num hotel, confirmo o que já desconfiava; ‘maleteiro’ é coisa rara e as malas são minhas, com ou sem cirurgia. Comprei uma cinta, por via das dúvidas.
* Quero comprar isso e aquilo. Será que posso despachar minhas coisas pelo correio?
* Tenho vontade de amarrar os tênis e jogar para que fiquem enroscados num fio de alta tensão. Junto com as faixas coloridas, a bermuda ‘mais fresquinha’, o hidratante...
*Aveiro: tenho um hematoma em forma de rodinhas na canela direita. Nem me pergunte como consegui essa proeza.
* Lisboa: Minha mala parece um sanduíche com o queijo e o presunto sobrando do pão. Como não tem ninguém olhando, sento em cima e vou tentando correr o zíper, o que é uma manobra bastante complicada. Minhas mãos doem e tento evitar o desespero. Coloco parte do que não vou usar mesmo (tênis, inclusive!) numa mochila e me arrasto aos correios da estação Vasco da Gama. Setenta e dois euros depois, estou livre de seis quilos. De bagagem, claro. Volto para o hotel e vejo que fez pouquíssima diferença.
* Paris: depois de ver as ‘obras’ de Jeff Koons em Versailles, acabo tendo um pesadelo com uma enorme mala azul com dentes afiadíssimos, rosnando. Procuro não pensar mais nisso. Ainda bem que o dedão atropelado é na mesma perna da canela com hematoma.
* Estou mancando. Passo a usar uma sapatilha baixinha, ridícula; eu sempre usei saltos bem altos.
*Quase vinte dias fora de casa. Não cheguei a ver o que tinha na camada de baixo das malas. Não dá tempo. Elas deveriam abrir em duas metades, tipo essas revistas que a gente pode ler metade de trás pra frente. Seria bem melhor.
* Oito dias com o mesmo jeans. Estou uma perfeita européia. Em compensação, banho e lavagem do cabelo duas vezes por dia. Vou voltar sem cabelo.
* Despachei dois quilos de roupa suja. Cheguei à conclusão que não precisava ter trazido mais da metade daquelas peças inúteis que amarrotam. Ninguém presta atenção no que está embaixo do casacão, de qualquer forma.
* Na Gare du Nord tenho certeza que odeio malas em geral. Vejo as pessoas indo para Londres com valises que deslizam feito um poodle educado. Isso é que é elegância. Enquanto suspendo a última para acomodá-la no compartimento do Eurostar, a cinta enrola e acaba alojada justamente sobre a cicatriz que me lembra que não deveria levantar peso. Ah, então tá.
* Galeão. Duas horas esperando por elas, as malas. Despachadas finalmente para Belém, descubro que nem tinha tanto excesso, assim. Tento correr para o Duty-free. Não dá tempo.
*Belém: agora é ter que abrir e arrumar toda a quinquilharia. Por quinze dias terei pacotes, papéis, notas (pra quê a gente trás tudo isso?) e roupas de lã espalhadas no quarto.
* Decido comprar uma mala do tamanho que consiga ‘domar’. O trauma está superado e já estou disposta a arrastar ‘meu totó’ em outras plagas. E roupa, melhor comprar no caminho, mesmo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Uma patinha...Ops, gatinha.

Ela é Bruna, uma persinha que 'nos possui' (é isso aí!) há quase dois anos.
Desde que a trouxemos do pet, recém-nascida, dava mostras que viria a ser uma Encrenqueira de marca maior. Não suporta apertos, colo só por uns minutinhos, é curiosa e...adora água!
Pois é. Ninguém acredita mas Bruna entra na bacia de roupas, escapa para a chuva sempre que tem chance e curte ficar deitadinha ao lado da piscina com uma pata dentro d’água.
A intimidade com o elemento ao qual não pertence foi tanta, que já havia encontrado a ‘moça’ no primeiro degrau, parecendo o Cielo, pronta para mergulhar.
O caso é que mergulhou.
Estava indo colocar a roupa na lavanderia quando algo ‘escuro’ dando voltas na piscina, me chamou a atenção. Não acreditei. Bruna estava praticamente afundando, mal batendo as patinhas dianteiras. Fiquei aterrorizada mas consegui descer e resgatar minha felina amada. A princípio, pedi a Deus que não fosse a Bruna, que maldade. Mas era, a mecha branca sob o queixo e os olhos com de âmbar arregalados não me deixavam dúvidas. Enrolei-a com a colcha que tinha nas mãos e pude ver o abdômen distendido pela quantidade de água que havia engolido. Apertei devagar, pedindo a Deus, mas uma vez, que me fizesse capaz de socorrê-la. Com Ele é poderoso, ela deu um esguicho, como um espirro e gemeu.
Tive vontade de chorar, tal meu desespero. Chamei a Verena pelo celular e, por essas coisas divinas, estava bem próxima de casa.
Levamos a bichana nadadora até a clínica e ninguém acreditava que, apesar de trêmula, ela estava vivinha da silva.
Isso aconteceu ontem. Hoje Bruna está em observação, rodando pela casa, meio desconfiada. Mas já esteve molhando as patas no box do banheiro.
Penso em adotar uma terapia, quem sabe com ajuda profissional alguém a convença que gatos, decididamente, detestam água.



Na foto: Bruna, acordando de uma soneca sobre a minha mala!


Bem...por saber muito bem do que uma gatinha é capaz, não estranhei essa notícia de hoje, 8 de outubro, no Planeta Bizarro. Vejam que loucura:


A britânica Helen Wilmore, 36, se assustou quando abriu a mala em Amsterdã e dela saiu a gata Beauty, de três meses, que aperece na foto lá embaixo.
O bichinho se escondeu entre as roupas e, por causa de atrasos, ficou confinado na bagagem durante 21 horas. “Ela estava dormindo em minha cama enquanto eu fazia a mala. Na hora de partir, não a encontrei em lugar nenhum”, afirmou, segundo a publicação britânica “Telegraph”. Beauty também não foi notada pelos scanners dos aeroportos britânico e holandês. “Ela saiu da mala um pouco quente e molhada, mas fora isso estava bem.” A gata passa atualmente por um período de quarentena, na Holanda, que pode levar até seis meses. Ainda assim, é possível que continue no país para onde viajou ilegalmente. “Eu poderia trazê-la de volta, mas para isso seriam necessárias diversas vacinas e exames, além de pagar pelo transporte. Não tenho dinheiro para isso”, afirmou a mulher, que vive em Bradford, West Yorkshire.
Mas o final não foi tão feliz...


Conformada com a perda de Beauty, Helen comprou um novo gato para suas duas filhas, de 12 e nove anos. “Não é a mesma coisa, mas os dois têm a mesma personalidade adorável. Tudo o que posso desejar é que ela seja adotada por uma boa família, que lhe dê tanto amor quanto nós demos”, continuou. Um porta-voz do Aeroporto Internacional de Leeds-Bradford afirmou que a segurança local está investigando o caso.

Fala sério...abandonar uma filhota, assim? Eu, heim!

domingo, 5 de outubro de 2008

Rascunhos de viagem: Uma aldeia!


Ahf... Acho que hoje estou pior que “bege”, me vejo cinza, alguma coisa tipo aquele ‘off-white’ que foi moda uns anos atrás e ninguém assumia que era apenas um branco que já vinha sujo ‘de fábrica’.
Tô assim sem ânimo, com vontade de me deixar num canto qualquer, quase sem luz mas com ar condicionado, claro, que tudo tem limite, inclusive minhas depressões.
(Aliás, sou tão pouco confiável que nem com clima deprê, musiquinha baixo-astral e más recordações, consigo ficar ‘down’ por mais do que duas ou três horas, que coisa! Sabe quando a gente está querendo dar uma boa chorada, pegar um colo e se sentir a mais frágil das pessoinhas? Pois é, comigo não tem chance, logo estou rindo de alguma bobagem, credo!)
Hoje estou, como diria uma amiga, ‘de bode’. Queria ter vontade de escrever sobre a viagem, mas bolas, sempre achei um saco ter que aturar alguém matracando sobre suas pequenas e grandes epopéias, sem saber se outro está a fim de ver aqueles álbuns cheios de fotos mal tiradas. Depois, tem aquele papo de ‘querer aparecer’; se bem que, se tratando da gente que bate ponto aqui uma vez na semana, é uma grande bobagem, não é mesmo? Para aparecer mais só colocando aquilo na janela do fusca e isso, garanto, é coisa do passado.
(Falando em ‘aparecer’, um conhecido me disse que ando ‘sumida’, como se eu tivesse assim, meio ‘finda’, sabe como? Tadinho, nem jornal lê, que situação!)
Mas vamos a crônica que parece aumento de salário, quando a pensa que sai...
Ah, lembrei de algo interessante.

Se você pretende dirigir em outro país, a primeira providência é procurar o Detran para tirar a PID – Permissão Internacional para Dirigir. Trata-se de um documento com as informações do condutor em vários idiomas, o que facilita a comunicação com autoridades estrangeiras. Para se interar das peculiaridades de cada país, existem muitos sites, o http://www.moraremportugal.blogspot.com/ tira dúvidas e dá dicas bem ao gosto dos brasileiros que vão à terrinha pela primeira vez.
Confesso que se tivesse tido esses cuidados, teria evitado alguma aflição, mas no fim, deu tudo certo como haveria de dar.
Conhecer Portugal (e Espanha) de carro é a melhor opção para quem quer ver mais do que aqueles cartões postais manjados. E foi a nossa opção. No Porto, depois de uns dias maravilhosos, alugamos um carro e seguimos para Santiago de Compostela, apenas com um mapa e muita alegria. Existe uma enorme diferença de preços entre as locadoras mais famosas e aquelas pequenas e confiáveis, que só o pessoal do hotel pode recomendar. Conseguimos um carro pequeno com GPS por quarenta e cinco euros ao dia, metade do que nos cobravam. Verifique até onde o GPS está habilitado, o nosso não estava credenciado para a Espanha e perdemos tempo, “procurando o caminho”. No mais, é covardia; com o aparelhinho o mundo vira uma aldeia.
Nenhum destino em Portugal pode deixar de incluir todos os ‘sitios’ maravilhosos que estão no caminho. Não perca a oportunidade de dar um passeio nas cidades de nomes familiares ou exóticos que vão aparecendo, afinal, é tudo tão pertinho que logo a gente se sente dono da situação. E vale a pena, pode crer.
Não esqueça que a “portagem” em Portugal é diferente: num posto você retira o tíquete e no outro paga pelos dois pedágios. Se deixar de apresentar o cartão da portagem anterior, pagará dez vezes o valor do pedágio, algo entre cinqüenta e cem euros! Íntimas das ‘autovias’, resolvemos esticar por Aveiro e região; e depois até Lisboa, sãs, salvas e eufóricas!
À caminho de Aveiro, uma placa nos avisou que passávamos por Estarreja e Canelas, onde meu pai nasceu. Mamãe vibrou. Sem paciência para esperar até o dia seguinte quando voltaríamos para visitas familiares, insistia que seria fácil achar a casa das tias apesar do endereço estar numa agenda, trancada no bagageiro. Com o carro tomado por nossa numerosa bagagem, ela praticamente só tinha espaço para entrar e sair. Abrir malas estava fora de questão. Mas a Maria do Carmo não desistia. “É fácil, eu lembro...”. Numa ruazinha, avistamos a imagem típica da portuguesa do campo, coberta de negro, cajado e foice, sacola com verduras e legumes, vinda da roça. Sem graça, apenas para satisfazer a vontade da mamãe, tentamos saber alguma coisa, explicando que vínhamos do Brasil e já pedindo desculpas por perguntar se conhecia Regina Cascaes. Ela levantou o rosto, olhou a Márcia fixamente e respondeu com outra pergunta: “A mãe ou a filha?”. Quase surtei, o mundo realmente era uma aldeia! Não só conhecia como nos deu o endereço. O GPS, claro, fez o resto.
Encontramos as Reginas, mãe e filha, e uma parte da nossa história. O tio Antonio, de enorme semelhança física com meu pai, tias e primas que nunca tinha visto mas que nos tratavam como velhas conhecidas, citando nomes e fatos como se soubéssemos de tudo; o enorme quintal onde papai havia caminhado um dia, tudo era emoção.
Na casa onde minha avó morou e criou os filhos miúdos; a mesma escada, o mesmo piso do lagar que hoje é uma saleta...Em cada canto podia ouvir a algazarra e os ruídos que me contavam minha própria história, como se Portugal estivesse todo o tempo nas minhas memórias mais recônditas. E tudo era apenas reencontro, como se eu achasse ‘o fio da minha meada’.

Rascunhos de viagem: Malas nas portas.


“Aos poucos, as luzes de Paris nos lembram que esta é a nossa última noite.”
Chique, né? Mas me soa tão verdadeiro quanto uma bolsa made in Paraguai. (La garantia soy yo!) A verdade é que imaginei uma porção de frases de efeito que não denunciassem que não tenho lá muita intimidade com a matéria, afinal tem gente que vive com um pé aqui outro em Miami e a cabeça em Paris (claro!); com uma freqüência de dar inveja! Mas não levo jeito para essas coisas, vocês me conhecem.
Sim, ainda estou em Paris, quase no final de um passeio de trinta e dois dias pelo novo (para mim) velho mundo e, no balanço geral, só um consenso: viajar é bom demais!
Ninguém quer voltar dizendo que isso e aquilo foi ruim ou ‘marromenos’; agora sei porque quase todos retornam contando maravilhas, quem sabe baseados na viagem dos sonhos que nem sempre se concretiza. Dar esse gostinho aos amigos (os inimigos não ligam a mínima para onde você foi ou se gostou!), ou virar uma piadinha infame na boca ‘daquela uma’ é, no mínimo, desconfortável.
Começo então com as más notícias para esquecê-las depois da pá de cal das boas, que graças aos céus, são mais numerosas.
Bem, caso você queira gastar o dobro e se divertir pela metade, faça uma excursão. É mais ou menos como levar a sogra no mesmo quarto: uma roubada! Os hotéis são sempre “nas imediações” de qualquer lugar que conste naquele roteiro que você a-do-rou. Prepare-se para manusear mapas e odiar o seu agente de viagens lá pelo quinto dia.
“Meia pensão” é um negócio da China. Pra eles, claro. Você desembolsa trinta euros por cada uma, é levado para restaurantes “meia boca” e volta sempre completamente frustrado. E faminto.
Rapidinho percebe que deixou de ser ‘uma pessoa’ para ser tocado como gado, ou melhor, como ‘grupo’, nas piores mesas, tendo que engolir a comida que não escolheu sem reclamar (alergia a marisco é piada, meu amigo!) e tomar o sorvete da Kibon que virou “Olé”, achando o máximo. Trouxas merecem castigo, compadre!
Acredito que em algum lugar do mundo exista excursão honesta e divertida, enfim, quem tiver paciência que procure.
Graças a Deus iniciamos a viagem por “conta própria”, conhecendo o norte de Portugal até Santiago de Compostela num carro alugado, sem hora para chegar, sem compromisso com nada a não ser com o GPS. (Essa é uma das partes boas, mas tem mais!) Integramos o tal do grupo em Lisboa, quando passamos a viajar num ônibus velho, sem conforto, dirigido por um ogro lusitano que logo tirou o microfone do guia e passou a insultar brasileiros, ‘que compram demais’. Na fronteira com a Espanha o busão quebrou. Ficamos numa estrada de alta velocidade, num calor infernal, sem água ou banheiro, sem pai nem mãe. Pior: sem chocolate! Um desespero que durou seis horas, baixou polícia espanhola (não para ajudar e sim para avisar que nos multaria se mais alguém atravessasse a pista ou pedisse carona, acredite!). Um casal caminhou por dois quilômetros e voltou para avisar que havia onde ficarmos até que mandassem um ônibus e uma van para resgatar os sessenta e dois passageiros, levados para Madri. O ogro Felipe foi-se com a sucata, amém.(Arrasou, Santa Rita!) O resgate só foi possível porque uma de nós conseguiu acionar a filha no Rio de Janeiro, que tomou as providências e pressionou a operadora brasileira, que não estava nem aí. Perdemos metade do dia mas conseguimos recuperar o bom humor, apesar de tudo. Detalhe: como nós, quase todos tinham a informação que era um grupo de vinte e quatro pessoas!
No meio da viagem, lembrei de uma crônica do Raimundo Sobral, sobre a desfaçatez com que ‘a gente’ vai jogando as coisas pelo caminho. É interessante como nos comportamos bem ‘lá fora’; talvez para não levar um pito, vá saber! E aí a brasileirada aprende a não furar fila, a aguardar a vez e a (tentar) falar mais baixo.
Viagem fica muito melhor ‘com emoção’, não é? Semana que vem eu conto, bom dia!

PS: Viajamos pela CVC e Europamundo .

domingo, 13 de julho de 2008

Porque somos mulheres...Mea culpa



O tempo passa e vasculho a vida com um novo olhar. Não existe nada velho ou mofado nessa espiada que envelhescentes lançam no próprio passado.
É interessante como cometemos os mesmos enganos em vez de aprender com erros alheios; precisamos das experiências equivocadas, dos nossos hematomas e algumas vítimas.
A juventude nos faz intolerantes. Quando iniciamos relacionamentos que desejamos duradouros, agregamos hobbyes, paixões, amigos e até cacoetes do amado.
Sem resistência adotamos a mesma pizza, música, e, até, aquele timinho de futebol. Com sogra, ninguém tem problema no começo, não sem já ter estabilidade no serviço.
Não é falta de personalidade, é apenas “modus operandi” feminino, querida. E é claro, nem todas agem assim. Só a maioria que pensa que, por ser jovem terá tempo de sobra para errar, enterrar grandes e pequenos amores e, quem sabe? Recomeçar e cometer as mesmas sandices. Pena. Hoje, tempo é tudo que eu queria ter de sobra. E não o perderia com erros tolos.
Não existe novidade nas histórias e crises amorosas. Só muda a música, no mais, o roteiro é o mesmo, desgastado e pouco interessante.
Só nós cometemos erros? Não, meu bem, mas hoje estaremos na berlinda, relaxe e aproveite, como diria a Marta.
Caso é que, depois daquela temporada de ‘somos almas gêmeas e eu sou muito legal’, vem a sensação de estabilidade que é o primeiro passo para a insuportável certeza de vitaliciedade. E essa é apenas um delírio, inclusive em Buckimham.
Pombinhos juntos, familiazinha criada, a mulher se torna muito, muito espaçosa.
Culpa da sogra que, ela garante, nunca a aprovou. Hummmm. Lembra daqueles aeromodelos que vocês montavam juntos? Hummm...Pois é. Estão na casa da mãe dele, junto com os Puzzles que você deixou de fazer porque ocupam a mesinha da sala. Da sua sala. Ah, tá. Dá para entender, não é?
E a coleção de gibis? Pouco espaço, os apartamentos são minúsculos, como acomodar essas inutilidades mais seus sapatos e suas bolsas, afinal são a sua razão de viver. Ou quase, vá lá. Em alguns lares bem amplos, escritório masculino é ficção. E espaço perdido, não é mesmo?
E a bancada do banheiro? Uau, como são exíguas. Temos tanta coisa para deixar lá (e usar pouquíssimo) que mal sobra espaço para ele, que tem escova de dente, barbeador, espuma, perfume. Ora, perfume pode ficar no guarda-roupa, perto dos lenços, é mais prático.
Na geladeira, tem tudo que gostamos afinal, será a dieta dele também. Melhor que seja!
Os amigos, amém, ele conseguiu manter a duras penas e, não se espante, depois de alguma negociação, com transferência de ativos e passivos. Pra você claro.
Sabe uma coisa que sempre me intrigou? Mulheres têm amigos, homens (quis dizer héteros), outros amigos gays, uma porção de amigas pouco confiáveis e aquelas que valem ouro. Saem com a própria turma, sem os maridões; atendem ligações de celular e correm para um canto discreto; ficam horas penduradas na Internet...Mas se consideram acima de qualquer suspeita ou crítica. Já imaginou o que aconteceria se seus homens fizessem exatamente a mesma coisa? (Nem tente, há indícios que foi assim que os problemas no Oriente Médio começaram...).E se ‘eles’ trocassem abraços afetuosíssimos e cheiros no cangote, com uma mulher, bem na sua cara e depois, cândidos, dissessem que não importa, pois era apenas mais uma gay (e nem dava pinta, né?) com quem se relaciona, num grau de intimidade que beira o...Incesto? Sei lá.
Não estou reprovando nada disso, amiga. Cal-ma! Apenas e tão somente fico aqui matutando como seria se ambos tivessem, sempre, os mesmos direitos, pois é fato que não têm.
Saímos com eles, comemos um filé a Paulo Chaves e ainda abatemos um Petit Gateau (Aliás, essa sobremesa é pior que herpes, em qualquer lugar tem, que coisa!). Mas poucas vezes nos sentimos no dever (nem diria obrigação) de dividir a conta, afinal, estamos dando ao Romeu a honra de uma companhia agradável e salutar. Será?
É, meu anjo, eu realmente fiquei velha. Mas o ranço que me incomoda não vem de hoje, dessa nova maneira de ver e acima de tudo, de olhar. (Com o tempo, você aprenderá a diferença.) Vem dos cacoetes, dos modelitos fora de moda e de tudo que, sabidamente, vai dar errado.
Vejo sim, que é da natureza feminina esse viés egoísta e egocêntrico, que só tempo ameniza, tornando-os menos incômodos. E a nós, um pouco mais parceiras.
Talvez isso não explique porque homens mais novos estão, cada vez mais, experimentando mulheres mais velhas (Bom, as mais jovens estão penduradas nos melhores coroas da cidade!).Mas me faz entender que muita coisa poderia ter sido diferente...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Meu anjo


Lembro-me tão bem daquele monte de novos sentimentos que me acometeram quando me tornei mãe. Olhava aquela coisinha de bochechas rosadas e cachos castanhos, dormindo placidamente, absolutamente confiante que eu resolveria tudo.Eu, que ainda me sentia filha, mais filha do nunca, tinha ali um planeta inteiro cochilando nos meus braços e que dependia de mim. E eu estava a-pa-vo-ra-da.Agora eu não era mais uma só. Eu era duas. Tinha alguém, pra sempre.Senti-me perdida, incapaz, incompetente, imperfeita e ignorante. Poderosa.E ela dormia. Tranqüilamente. Não tomava conhecimento do meu desespero, dos meus quilos a mais e sono de menos.A Margareth Tatcher aparecia na TV, olhar compenetrado, falando sobre o destino de grande parte do mundo. E eu imaginava que mais difícil era entender o que aquela coisinha queria dizer com seu choro fora de hora. Tentava t-u-d-o.Era uma estranha, um ET que fazia um cocô grudento e que sei lá por que cargas d`água, eu limpava o bumbum rosado com a dedicação de um Michelangelo retocando sua madona. Comecei a achar interessantes, as coisas mais maçantes. Devia estar pirando.A estranha foi se tornando tão íntima que até os cheiros mais diferentes eram tão agradáveis que não me furtava de absorvê-los em quase êxtase. Logo após o banho, era o cheirinho do bebê, algumas horas e duas golfadas depois era um azedinho tão pessoal que eu reconheceria em qualquer lugar. O pezinho tinha outro cheiro... E aquela estranha foi se comunicando comigo. Eu já sabia exatamente o que ela queria, como e quando.A novata ficava ali, deitada, me olhando. Era poderosa, a pequenina. Dependia de mim para tudo e sabia que estaria ali, sempre. E dormia tranqüilamente enquanto eu levantava várias vezes para ter certeza que respirava e que o coração estava batendo certinho.A estranha foi crescendo e ficando a minha cara. E cada vez menos estranha.E em vez de duas, acabamos nos tornando uma só. Esses seres celestes têm muito poder.Vinte e cinco anos depois ainda vou ao quarto, todos os dias, em plena madrugada, só para ver se ela está bem. Acaricio os cabelos e procuro um cachinho que o anjo da guarda deixou de lembrança, da época em que aquele ET veio do céu para me tornar uma pessoa melhor.Todas as noites busco seu cheirinho no pescoço, nas costas. E repito acalentando o sono tranqüilo: “você é o meu bebê e a mamãe a ama muito”. Agradeço a alguém lá de cima que achou que eu devia aprender alguma coisa boa e me mandou uma estranha, cheia de cachinhos, com carinha de boba e um mundo inteiro nas mãos.Não existe um ‘dia mães’, todos os dias esses sentimentos tomam conta de nós, invadem nossas agendas, provando que ser mãe é ter paciência, é aprender a pensar por três e mudar de idéia de vez em quando.É saber que improvisar não é falta de planejamento. É sabedoria.É confiar, ainda que o mundo tente nos fazer incrédulos. É tentar dormir enquanto eles não chegam, e, acima de tudo, sentir o coração transbordando de um amor indescritível quando lembramos daqueles cachinhos.