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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Duciomar é mau feito um picapau!


Duciomar não é só um péssimo prefeito. Como ser humano, parece que deixa muito - muitíssimo - a desejar. O funcionalismo municipal que o diga.
Dudu decidiu promover um daqueles recadastramentos que ninguém explica - ou entende. Se fosse aquela história de atualizar endereço, estado civil ou pedir prova de vida mesmo, ainda vá lá. Mas exigir cópia de CPF, PIS, Pasep, Título de eleitor e outros documentos vitalícios...? Dudu deve estar de brincadeira.
Tem aposentado que não tem mais uma série de documentos que, queremos acreditar, a Prefeitura tem - ou deveria ter- muito bem guardado.Como alguém pode conseguir o documento de nomeção depois de décadas? Se morar numa das ruas que Dudu deixa mergulhar na lama, então, não dá para guardar nem figurinha...
Mas o pior mesmo é que Dudu, o insensível, determinou o bloqueio dos vencimentos de quem não fez o famigerado recadastramento. Em uma unidadade de saúde praticamente todo mundo ficou sem salário.
Será que alguém pensou no que passa uma pessoa que não tem outra fonte, sem seu salário? O que ela diz à Celpa ou à farmácia? Dudu não pensou nisso, nem no resto.
Segundo fontes do Ipamb, "o diretor" de cada unidade deveria ter orientado os servidores; então tá. Aviso no contra-cheque, nem pensar. Meio de comunicação é só para lero-lero, né?
Sequestro de salário é uma violência, uma arbitrariedade, um ato desumano de quem não tem nenhuma consideração com o próximo - imagina com o nem tão próximo.
Duciomar, o mau feito o picapau, desconhece o que é respeito; basta ver o que faz com a cidade que o elegeu.
Que vergonha, senhor alcaide!
Aliás, alguém viu o Duciomar por aí?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Embaixo d'água (Publicado em 30/9/2007)


Tomar um banho de chuva, um banho de chuva...


São doze e trinta de quarta-feira. Estou presa num engarrafamento gigante desde que um temporal enorme começou. Quase duas horas sem conseguir sair do Reduto.
Tento manter a calma – afinal, já perdi a reunião, e, com certeza o resto do dia está comprometido.
Uma caneta meio grudenta, derretida pelo sol e começo a rascunhar no verso da “Dieta da Proteína”; nunca vou conseguir fazer mesmo.
Tento imaginar o que está ocorrendo com Belém , essa cidade tão linda, que sofre tanto nas nossas mãos.
Passam boiando sacolas com lixo, numa propaganda negativa dos supermercados do bairro. Uma romaria “pluvial” de cocos, garrafas pet, laranjas, um assento sanitário quebrado, o tronco do que já foi uma boneca, caixas de papelão...
Somos todos, motoristas, lixo e ratos, ribeirinhos, ao sabor das águas que reclamam por onde escoar.
Subo no estribo do carro, tentando avaliar a situação. Atrás, um motorista de uma pick-up, dessas que fazem a gente se sentir um pontinho e eles se acharem donos da rua, grita: "Senta aí, tia, e acelera!”
Pena é que não disponho dos efeitos especiais bíblicos.
Não existe um único guarda, para colocar ordem nesse caos. Carros pequenos pifam, literalmente afogados. Mulheres parecem desesperadas e homens, muito aborrecidos.
A única coisa que sei é que não dá para fazer nada, a não ser pensar em como seria bem vinda, uma grande campanha para mostrar a nossa população, o que acontece com o lixo que despeja pelas ruas.
Engraçado é que, como todos temos um pé numa aldeia qualquer, adoramos banho; não é raro encontrar pessoas com os cabelos respingando, cheirando a limpeza. Mas com o lixo que deveria ser privado, não temos pudor ou educação e o tornamos público.
Mansões sem calçadas decentes, jogam nos “pés” das mangueiras, todo tipo de quinquilharia, casas são varridas e voam pela porta migalhas e restos dos nosso dias de porcalhões. Quem nunca viu uma boa residência , com o esgoto de pias, lavatórios e chuveiros, sendo despejado diretamente na vala, onde passam a navegar restos de arroz, feijão, macarrão e espuma de sabão e shampoo? Um espetáculo de falta de urbanidade. Desde que escoe para longe de casa...dane-se seu itinerário.
Fomos acostumados a reclamar da prefeitura “que não recolhia o lixo”. E agora, que ela recolhe? “Maiê, acabei!”
Nem se contasse com um exército de garis, jamais daríamos conta de tantos sugismundos, que aparecem em todas as classes sociais.
Sabe aquele tipo que leva a sacola (sempre ela, a infeliz) com todo tipo de restos, até o terreno baldio mais próximo e ainda acha que está fazendo a sua parte?
O caminhão vai passar ( diga-se , na minha rua, por volta das vinte e três horas...não falha!) mas para se livrar do incômodo, ele atravessa e joga o saco no canteiro, onde as ratazanas acham “de um tudo”. Na Pedro Álvares Cabral é assim. Em outras ruas, também.
Os berros de um voluntário me fazem voltar a realidade. Toma para si a responsabilidade de orientar os carros para retornarem de ré, até a Benjamim e dali, buscar a Rui Barbosa.
Uma das características “patognomônicas” do paraense é não se importar (muito) com uma chuvinha. Alunas de um colégio que tem nome de escola de teatro, passam, provavelmente ainda irão tomar dois ônibus até chegar em casa, com gripe e frieiras. Rapazes de outra escola as agridem, com palavrões e sem nenhuma razão aparente, a não ser a alegria, apesar da chuva.
Por que a falta de educação? Estou desanimada. Não com a chuva, eu aprendi a viver com o nosso clima, sou quase um anfíbio. Meu desencanto é não conseguir imaginar uma cidade melhor, enquanto nós todos não tomarmos umas aulinhas de civilidade.
Pena. Belém não merece.

domingo, 14 de dezembro de 2008

E aí, pai, como vão as coisas? (Especial para o pessoal de Belém)


E aí, pai, como vão as coisas?
Por aqui estão diferentes; isto é, pioram a cada dia. Em todo lugar a conversa não é o Natal ou o reveillon em Salinas. Violência, esse é o tema.
A vítima mais recente, (até quando?) foi o nosso bom Salvador, teu risonho anjo da guarda que tanto nos amparou quando ias e vinhas do Incor, já nos teus últimos tempos. Inacreditável, não? Tão jovem, alegre, ‘cheio de vida’ e se vai assim, de forma brutal e sem sentido. Toda morte é burra, mas algumas são mais.
Acho que todos têm uma boa lembrança do Salvador; do quanto sempre esteve disponível a quem necessitava dos seus cuidados. Lembro quando me ofereceu o número do celular, fazendo piada que esperava que nunca precisasse chamá-lo; caso contrário, não deveria titubear! E assim foi, mesmo no dia dos pais ou durante uma madrugada que apenas começava. E ele vinha, sem qualquer contrariedade de estamos acostumados a perceber em quem não ama o que se propõe a fazer, e nem tenta disfarçar. Não o Salvador.
Em compensação, meu velho, tem gente cujo celular é absolutamente dispensável e que se faz de difícil, fantasiando que existe quem queira encontrá-lo.
O Salvador, não. Sempre tão requisitado e tão carinhoso. Numa das últimas vezes que estive checando o ‘cardíaco’, achou um tempinho para um dos seus arroubos de amizade: “Olha, adoro o que escreves e ‘te leio’ sempre!” . Grande Salvador.
Essas pessoas generosas, que se vão de uma hora para outra, levam um pouco do assunto, da alegria de cada dia. Belém ficou chocha, sem graça. Não dá para esquecer (Que coisa estúpida!). E nós, os sobreviventes, vamos ficando como previste; trancados, sem sair à noite, preferindo pedir tudo pelo telefone. Pena que nada disso evite tropeçar num desses filhotes da ignorância, da miséria e da impunidade; de arma na cintura, prontos a disparar.
Depois, alguém ainda vai dizer que é culpa nossa, que não deveríamos ir a banco pegar dinheiro. Ou a qualquer lugar. Que jóia não é para usar. Nem carro. Nem sorriso ou felicidade estampados na cara. É perigoso! E que se morre por reagir.
Somos culpados por estarmos vivos, por não sermos miseráveis; isso é o que parece.
Quem nos dará as regras para sobreviver? Nós é que ficamos acuados, ensaiando o que não fazer numa hora dessas, rezando até que o último filho entre em casa, tranque o último dos cadeados e nós, os prisioneiros, permaneçamos feito bichos sem donos, por mais uma noite.
A nossa governadora declarou, através da Assessoria de Comunicação, que “Lamenta...morte...injustificável...a violência urbana precisa de um basta...”, do renomado Dr. Salvador Nemias (sic). Dá para pensar que se trata do desabafo de alguém como nós, impotente quanto ao que se passa no estado, que é visto pelo resto do país como ‘terra de ninguém’, um verdadeiro faroeste. E haja audácia, em assaltos a bancos ou ao cidadão comum que tem o carro tomado ‘na marra’; ao pai de família que cai numa esquina qualquer. Realmente chegamos a um ponto onde não existe explicação. Ou justificativa. Se até o governo acha que basta, imagine o povo! Talvez fosse interessante resgatar aquela conversa da época da campanha (de todas elas); naquele tempo sabiam exatamente o que fazer e agora? Porque não fazem? O que falta para acabar com esses esquemas da ‘saidinha’? (Que eles existem, ah, existem!) Onde está toda aquela estratégia de quem prometia resgatar a segurança,, a saúde e... É, rapadura é doce mas não é mole, não. Enfim, a coisa por aqui está feia! Feia e triste.
Nunca imaginei que Belém se tornasse um lugar onde se tem praticamente tudo de ruim de uma megalópole e pouco do bom.
No mais, continuo imaginando um lugar calmo e seguro, minha Shangri-la, minha Passárgada. Daí, continua zelando por nós. Estamos precisados.
Um beijo saudoso da filha,
Vera.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

PIORES DE BELÉM

Os piores de Belém
Recentemente a SPPA - Sociedade Protetora dos Palpiteiros Anônimos, houve por bem ouvir seu seleto grupo de sócios, os honorários inclusive, com a finalidade de elaborar a lista das “Dez Melhores Coisas de Belém”.
Como é de praxe, aconteceu uma enorme celeuma, briga feia mesmo, o que acabou resultando na saída de um de seus eméritos fundadores, conhecido por seus sólidos conhecimentos no setor de fofocas e intrigas.
Ao final da décima reunião extraordinária, (ordinárias são as dos outros!) e, diante dos votos, acatou-se escolher então, “OS DEZ PIORES”.
Já se sabe que a lista irá aumentar, a cidade é uma gracinha mas opinião é como bunda, todo mundo mantém a própria bem discretinha até o primeiro mostrar a sua...
Vamos então aos mais votados.
1- Categoria hors concours : Praça da República e arredores, aos finais de semana e feriados. As razões ocuparam a pauta durante quatro horas. Todo mundo sabe que aquela “herança”é deprimente, degradante, fedorenta, perigosa, feia, brega, horrorosa. E que a gente séria que faz artesanato e outras coisa boas, não merece estar em tão má companhia. Nem nós.
2-Em S.Braz, a nave da Xuxa cedeu a supremacia ao Monumento ao Cocô Desconhecido. Alguém me disse, ou eu tive um pesadelo, não sei bem, que aquilo é uma homenagem (?) aos sobreviventes de Eldorado, ou aos sem teto, sem casa, alguma coisa por aí. Não, meu anjo, eu não estou faltando com o respeito. Quem fez isso foi quem colocou aquilo ali e ainda dedicou a obra a quem não pode vir aqui se defender.
3-O Colégio Moderno. Essa citação surpreendeu, afinal, foi o celeiro de gente bonita e , enfim, todo mundo sabe a história. Mas in loco, todos capitulamos. Foi tanta reforma, tanta obra estilo favelão, que, principalmente pela lateral da Gentil aquilo ficou parecendo um pombal, pintadinho, cheio de basculantes. Balancins, lembra, daqueles de cozinha e/ou banheiro. Pena e comoção no júri. Menção aprovada em nome dos velhos tempos.
4- O clube do Remo mais uma vez venceu o Papão, ops, O negra da Curuzu.(Isso ficou esquisito...) O estado da outrora bela sede da Nazaré e aquela muvuca da Almirante são uma vergonha, até para os mais amorosos atletas ou torcedores azulinos.
Te sossega aí, bicola, que as coisas lá pelo teu estádio também estão em clima de favela decadente. Tuna ta chegando perto, a boate está caidinha...
5- A Estátua da Liberdade: esse foi um ponto de discórdia. Que é cafona, todo mundo concorda, mas houve quem lembrasse que ela parece “anã” numa referência a nossa ancestral pouca altura. Ah, me erre, estátua cotó para parecer paraense é demais. Premiada com louvor.
6- Lajotinhas em geral. Esse item teve inúmeras menções, dada a facilidade de se criar monstrengos com aqueles quadradinhos coloridos. O primeiro lugar ficou dividido entre um edifício na Conselheiro e um prédio comercial na Primeiro de Dezembro. O primeiro, na categoria “Raio me parta” e o segundo “Ponto... Cruzes!”. Os demais, devido a impossibilidade de citá-los nessa página, sintam-se reconhecidos.
7-A Tamandaré. Houve a sugestão de mudar o nome para Tamandaralho. Apesar de justa , a sugestão poderia chocar quem ainda tem que morar num local que não sabe o que é beleza desde que foi criado por...acaso. E a Marinha poderia sentir-se ofendida, enfim.
8- Dispensando qualquer justificativa: as reportagens que aparecem na TV, justamente mostrando o pior da nossa terra.Argh.
9- Encerrando a lista dos dez - calma, explico: essa vale por dois - Ananindeua, não poderia ficar de fora, afinal, onde a corda vai...O Shopping e seu genérico, em frente, (que coisinha feia!) com aquele entorno caótico...São os dois classificados e que representam a chamada “grande Belém”.
Grande ?